O investidor estrangeiro representa cerca de 30% do fluxo diário de negociação dos fundos imobiliários no Brasil. Apesar desse volume de movimentação, o capital internacional corresponde a aproximadamente 5% da custódia total do setor, segundo Potyguara Camargo, presidente da LAREAL.
Camargo afirmou que a disparidade entre fluxo e custódia indica que a indústria brasileira de fundos imobiliários está em processo de institucionalização e possui potencial para aumentar a participação do capital externo. Ele explicou que o perfil de investimento no segmento difere do mercado de ações, onde a presença de investidores ativos permite ajustes rápidos com as mudanças macroeconômicas.
Nos fundos imobiliários, o capital internacional tende a seguir estratégias passivas, ligadas à inclusão do Brasil em índices globais. Os investidores internacionais consideram fatores quantitativos, como liquidez e valor de mercado, ao alocar recursos. Camargo classificou esse aporte como capital predominantemente de longo prazo.
O mercado brasileiro de fundos imobiliários possui valor de mercado de US$ 46 bilhões e ocupa a sétima posição mundial. O executivo apontou que a baixa representatividade do país em alguns índices globais justifica a entrada constante de recursos internacionais nos últimos anos, impulsionando a adaptação do setor para receber capital institucional.


