Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que 67,3 mil servidores receberam R$ 24,3 bilhões em auxílios e verbas indenizatórias que ultrapassam o teto constitucional.
A pesquisa foca nos excessos e privilégios do funcionalismo, e não na remuneração de carreiras qualificadas como juízes e promotores. Contudo, a remuneração total dessas áreas já excedeu a razoabilidade frente à situação fiscal do país, segundo a FGV.
A quantia de R$ 24,3 bilhões poderia ser aplicada em saneamento básico, por exemplo. Investimentos em tratamento de água e rede de esgoto melhoram a saúde e impactam positivamente os índices educacionais, aumentando a produtividade nacional.
A necessidade de aprovação de uma reforma administrativa surge, conforme o estudo, para eliminar desperdícios e tornar a máquina pública mais eficiente. A classe política enfrenta dificuldade para tratar do tema, especialmente quando há resistência de grupos influentes.

