Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de urânio registraram uma correção de cerca de trinta por cento em relação aos picos do ano passado. Essa baixa ocorre enquanto contratos de energia de grandes empresas de tecnologia e previsões de usinas apontam para alta demanda por energia nuclear.
A queda nos ativos de urânio se deu em um período de desaceleração na contratação de contratos de longo prazo e reativação de algumas unidades de produção. Contudo, o setor elétrico continua acelerando. O Department of Energy projeta que data centers utilizarão até 12% da demanda elétrica dos EUA até 2028, impulsionados pela inteligência artificial.
A energia nuclear é citada como uma fonte despachável e livre de carbono que as concessionárias podem oferecer quando grandes empresas solicitam fornecimento constante. Essa demanda estrutural permanece. Por isso, a queda nos valores das ações parece desconectada do ambiente operacional do setor.
Os três principais fundos que acompanham o tema — Global X Uranium ETF (URA), Sprott Uranium Miners ETF (URNM) e VanEck Uranium and Nuclear ETF (NLR) — apresentam perfis distintos. O URNM, focado em mineradoras, sofreu a correção mais acentuada, atingindo um desenho de queda de cerca de trinta por cento. Já o NLR incorpora utilidades operadoras de usinas nucleares, capturando a demanda de energia de maneira diferente.
O NLR, por exemplo, combina mineradoras com companhias de energia, como Constellation Energy e Public Service Enterprise Group. Essas utilidades se beneficiam de contratos de compra de energia com empresas de tecnologia, independentemente do preço spot do urânio. O fundo oferece um rendimento de dividendo de 2,7%, acima dos outros dois.


