O governo dos Estados Unidos avalia impor novas sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão surge após alegações de que o magistrado persegue Raimundo Cutrim, fonte de um jornalista que tratou de informações sobre o ministro Flávio Dino.
O ministro já havia sido sancionado no ano passado pela Lei Global Magnitsky, sob acusação de violações de direitos humanos, mas essas medidas foram suspensas. Na ocasião, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusou Moraes de promover “uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados”.
A imprensa internacional voltou a focar em Moraes devido a essa nova acusação de perseguição. A Sociedade Interamericana de Imprensa, por exemplo, repudiou a conduta do magistrado no dia seguinte ao ocorrido. A entidade afirmou que a situação representa “grave ameaça ao exercício do jornalismo e estabelece um perigoso precedente”.
O ministro ganhou visibilidade internacional antes por seu conflito com o empresário Elon Musk, que resultou no bloqueio temporário da plataforma X no Brasil. A relação diplomática entre Brasil e EUA apresenta tensões recentes, incluindo o impedimento de entrada de dois enviados norte-americanos no mês passado.


