O governo dos Estados Unidos denunciou a detenção arbitrária de dois de seus cidadãos na China, acusados de espionagem, e solicitou sua libertação. A exigência ocorre um mês antes de uma visita do presidente chinês a Washington.
O subsecretário de Estado declarou que há dois cidadãos americanos detidos injustamente no país asiático. Um deles, analista do centro de pesquisa ISP-M, foi detido em três de junho na província de Yunnan, após se dirigir a uma conferência convidada pelo governo chinês.
O especialista, que é um dos fundadores do ISP-M, investiga a dinâmica política e de conflito em Mianmar. O centro de pesquisa publica análises sobre a influência chinesa em zonas fronteiriças de Mianmar.
O segundo cidadão detido é um sismólogo que permanece sob custódia chinesa há quase dois anos. Até o momento, o governo dos EUA classificou este sismólogo como detido arbitrariamente, o que aciona recursos federais e possíveis sanções.
O governo americano tem apresentado sinais variados em sua política com a China, enquanto as duas economias enfrentam uma guerra comercial. O presidente dos EUA se reuniu com o líder chinês em maio e receberá o chefe comunista na Casa Branca.


