O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que o país pode realizar operações militares conjuntas com a Colômbia no combate ao narcotráfico. A declaração ocorreu no Panamá, após o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, confirmar a entrada do país na coalizão antidrogas liderada por Donald Trump.
A Colômbia solicitou que o Departamento de Guerra americano participe da luta contra o narcoterrorismo, autorizando ações militares conjuntas para destruir redes criminosas, informou Hegseth. Apesar de um acordo de paz assinado há dez anos, a Colômbia permanece como o maior produtor mundial de cocaína, sendo os EUA o maior consumidor.
O presidente panamenho, José Raúl Mulino, sediou o encontro bilateral com Hegseth. Durante a reunião, foram discutidos aspectos da cooperação entre os dois países, focando na segurança regional e no enfrentamento ao tráfico de drogas, segundo o governo do Panamá. O Panamá possui relevância geográfica, pois serve como rota natural para o narcotráfico colombiano.
Um relatório do Congresso norte-americano indica que até 40% da cocaína produzida na Colômbia com destino ao norte passa pela zona econômica exclusiva do Panamá. A cooperação foi anunciada na sexta-feira, sete, durante a posse de de la Espriella, que declarou buscar combater o narcoterrorismo sem trégua. Naquele dia, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a destinação de US$ 1 bilhão à Colômbia para segurança.


