Refinarias americanas não importaram petróleo bruto saudita em julho, o que representa o primeiro mês sem compras desde 1985. A mudança ocorreu devido a interrupções nos fluxos de petróleo do Golfo, impulsionadas por questões no Oriente Médio.
Dados preliminares da U.S. Energy Information Administration (EIA) confirmam que os EUA não importaram petróleo bruto saudita em julho. Em março, as refinarias americanas compravam mais de 800 mil barris de petróleo saudita diariamente, mas o volume caiu para zero no mês de julho. As disrupções no Estreito de Ormuz restringiram os fluxos de petróleo do Golfo, forçando as refinarias a buscar fontes alternativas.
A migração de suprimentos levou ao aumento das importações de petróleo venezuelano. Em julho, as importações americanas de petróleo venezuelano subiram para cerca de 600 mil barris por dia, em comparação com cerca de 100 mil barris por dia em janeiro. Esse aumento coincidiu com a expansão do acesso dos EUA ao petróleo venezuelano, autorizada pelo Departamento do Tesouro.
A autorização permitiu que entidades americanas, além da Chevron, comprassem e transportassem petróleo venezuelano, incluindo BP, Eni, Repsol e Shell. Empresas com capacidade de processar o petróleo pesado e sulfuroso venezuelano, como Valero Energy, são beneficiadas por esse movimento, enquanto a Chevron ganha uma licença operacional no país.


