Os Estados Unidos exigiram apoio de aliados e da China em uma nova campanha econômica contra o Irã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a estratégia visa isolar a economia iraniana e provocar o colapso do governo de Teerã. A pressão, que se aproxima de seis meses, substitui a pressão militar.
Bessent declarou que a operação de isolamento econômico seria a maior da história mundial. Ele alertou aos parceiros que deveriam se posicionar a favor ou contra os Estados Unidos. Questionado sobre Pequim, o secretário incentivou a China a participar do plano, embora tenha preferido manter conversas privadas sobre o assunto.
O plano americano implica que operações militares de grande escala contra o país são menos prováveis. Bessent enfatizou que a máxima pressão econômica está sendo aplicada, mas ressaltou que essa situação é provisória. O presidente Donald Trump havia anunciado que qualquer nação que apoiasse o Irã sofreria consequências econômicas graves.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os EUA de praticar “terrorismo econômico” e cometer “crimes contra a humanidade”. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o plano americano busca desviar a atenção da crise interna dos Estados Unidos.
A economia iraniana enfrenta dificuldades, com a inflação atingindo 66% em doze meses, segundo dados apresentados. Enquanto Washington mantém bloqueio naval, Teerã mantém o Estreito de Ormuz praticamente fechado, e o governo iraniano insiste na defesa de sua “economia da resistência”.

