Os Estados Unidos impuseram sanções a Tomoko Akane, presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), e Abdoulaye Seye, advogado sênior do Senegal. Ambos foram incluídos na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), o órgão do Departamento do Tesouro americano. As medidas bloqueiam bens e proíbem transações com os sancionados.
A sanção prevê também a suspensão da entrada dos dois indivíduos e de seus familiares imediatos nos Estados Unidos. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que as ações fazem parte de uma campanha do governo contra a atuação do TPI. Washington argumenta que a Corte age contra cidadãos de nações que não reconhecem sua autoridade.
O governo norte-americano sustenta que o TPI não possui competência para investigar ou processar cidadãos de países que não aderiram ao Estatuto de Roma, tratado criador da Corte. Em fevereiro de 2025, Trump assinou um decreto que autoriza sanções contra estrangeiros envolvidos em ações do TPI.
Três meses depois, quatro juízes do TPI sofreram sanções por ligação com o mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel e com investigações sobre crimes de guerra no Afeganistão. Agora, o decreto foi aplicado a Akane e Seye. Rubio afirmou que a capacidade do TPI de atingir cidadãos de Estados não partes deve cessar.


