Os Estados Unidos impuseram sanções à presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), Tomoko Akane, e ao advogado sênior Abdoulaye Seye. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as ações fazem parte da campanha do governo Donald Trump contra a atuação do tribunal sediado em Haia, Holanda.
As sanções, segundo informações, congelam ativos de Akane e Seye nos Estados Unidos, restringindo o acesso dos dois ao sistema financeiro norte-americano. O Departamento do Tesouro autorizou a conclusão de certas transações envolvendo os sancionados até 17 de setembro.
Akane, de nacionalidade japonesa, preside o TPI. Seye, senegalês, pertence à equipe da Promotoria que solicitou um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ele também foi indicado para uma vaga de juiz da corte.
Rubio declarou que a administração norte-americana busca impedir que cidadãos dos EUA sejam submetidos à jurisdição do TPI. Ele citou a Declaração de Independência dos Estados Unidos para defender a medida, afirmando que americanos não serão transportados para julgamento por crimes considerados fictícios.
O governo japonês classificou a decisão como “muito lamentável” nesta quarta-feira (19/08/2026). O Ministério das Relações Exteriores japonês reiterou o apoio ao TPI e ao trabalho da Corte no processamento de crimes internacionais graves. O próprio TPI condenou as sanções, alegando que elas atacam a independência da instituição.


