Os Estados Unidos impuseram sanções contra a presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), Tomoko Akane, e outro magistrado, Abdoulaye Seye. A ação visa enfraquecer a atuação do tribunal, especialmente em casos que envolvam cidadãos americanos ou aliados estratégicos.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, comunicou que as sanções visam pessoas envolvidas em tentativas do TPI de investigar ou processar autoridades cujos governos não reconhecem a jurisdição do tribunal.
Os Estados Unidos não ratificaram o Estatuto de Roma, documento que criou o TPI, e não reconhecem a jurisdição do órgão sediado em Haia, que julga genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Nos últimos meses, o governo americano aplicou sanções, como proibição de entrada e congelamento de bens, a vários juízes e procuradores do TPI. Essas medidas ocorreram em função de investigações sobre Israel, aliado dos EUA.
Rubio declarou esperar que mais nações aderissem à campanha do governo americano. Um funcionário americano afirmou que países que cooperam com Washington ou se beneficiam da segurança dos EUA estão sendo solicitados a rejeitar a autoridade do TPI sobre militares e autoridades americanas.


