Moradores e turistas na Europa enfrentam a segunda onda de calor histórica em dois meses, com alertas emitidos em mais de doze países. O fenômeno provocou a interrupção de linhas ferroviárias na Grã-Bretanha e o fechamento antecipado de atrações como a Torre Eiffel e o Louvre, além de instabilidades na rede elétrica francesa.
A agência meteorológica Météo-France informou que o país registrou seus dias mais quentes da história este ano. O órgão comparou a severidade do período atual ao de agosto de 2003, quando 16 dias de calor intenso resultaram em 70 mil mortes em todo o continente europeu.
A situação é agravada pela baixa disponibilidade de ar-condicionado em residências. Na França, apenas um quarto das casas possui o aparelho, enquanto na Grã-Bretanha o recurso é considerado um luxo. Guia turísticos alertam que, embora a maioria dos hotéis ofereça refrigeração, imóveis de aluguel por temporada frequentemente não dispõem do sistema.
Em Paris, o governo da região Île-de-France disponibilizou um site para a busca de refúgios climáticos e áreas de resfriamento a até 10 minutos de caminhada. Serviços semelhantes foram implementados em Berlim, Viena e Barcelona. A recomendação de profissionais do setor é priorizar passeios entre 7h e 11h e utilizar museus, igrejas e catedrais como refúgios térmicos.
Em Londres, a orientação é utilizar as linhas Circle, District e Elizabeth do metrô, ou o London Overground, que possuem refrigeração, evitando ônibus sem climatização. Para quem visita a Itália, a sugestão é evitar o centro de Roma durante o pico do calor, optando por jardins como a Villa Borghese ou praias em Ostia e Santa Marinella.
Outras alternativas para fugir do sol incluem a visita a locais subterrâneos. Em Berlim, bunkers da Segunda Guerra Mundial são indicados, enquanto em Praga a recomendação são as prisões e cisternas medievais. Em Paris, o Museu do Esgoto e as Catacumbas são citados como opções mais frescas, embora possam apresentar lotação.

