Mikhailo Fedorov, ex-ministro ucraniano, solicitou a realização imediata de eleições no país. Fedorov acusou a gestão liderada pelo presidente de corrupção durante a guerra e de enfrentar uma crise sistêmica de governança. O pedido surge após sua demissão em julho.
O político, considerado um dos mais conhecidos da Ucrânia, afirmou que a democracia não pode permanecer refém da Rússia. Ele defendeu a necessidade de um mecanismo legal que permita a renovação do processo democrático pleno no país. Segundo Fedorov, o sistema vigente tende a se proteger e resiste à mudança.
A saída de Fedorov, ocorrida em 16 de julho, gerou protestos. Os manifestantes exigiram seu retorno, pois o ministro defendia o uso de novas tecnologias e aprimoramento de processos de compra. O conflito entre Fedorov e o presidente envolveu disputas de protagonismo.
Atualmente, o mandato do presidente terminou em dois mil e vinte e quatro, mas a legislação impede pleitos com a vigência da lei marcial estabelecida pela guerra. A questão da corrupção é recorrente na história ucraniana, envolvendo contratos superfaturados e venda de isenção militar.
Em outra frente, ataques russos mataram dez pessoas no norte do país vizinho nesta terça-feira, enquanto Kiev alvejou Moscou com mais de seiscentos drones, sem causar grandes danos. A violência geral do conflito, com impacto sobre civis, aumentou consideravelmente desde março de dois mil e vinte e dois.


