Romero Jucá, ex-senador pelo MDB-RR, registrou candidatura a deputado federal por Roraima neste sábado, dia quinze de agosto de dois mil e vinte e seis. A candidatura ocorre após decisões provisórias do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça suspenderem os efeitos de uma condenação que poderia torná-lo inelegível.
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou na sexta-feira, dia catorze de agosto de dois mil e vinte e seis, que ficassem provisoriamente sem efeito as consequências do acórdão que condenou Jucá a nove anos e dez meses de prisão. A condenação foi por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Dino também ordenou o envio do processo ao Supremo Tribunal Federal.
No mesmo dia, o ministro Messod Azulay Neto, do STJ, decidiu que a condenação não impediria o ex-senador de concorrer enquanto o caso estivesse sob análise. A condenação inicial foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região em julho de dois mil e vinte e seis. Segundo denúncia da Procuradoria Geral da República, baseada em delação, Jucá teria recebido cento e cinquenta mil reais da Odebrecht em dois mil e catorze.
O pagamento, conforme o Tribunal Regional Federal da Primeira Região, estava ligado à atuação do então senador em duas medidas provisórias que deram benefícios fiscais à empreiteira. A PGR alegou que o dinheiro foi repassado como doação eleitoral declarada à campanha de Rodrigo Menezes Jucá, filho do político, caracterizando lavagem de dinheiro.
A defesa de Romero Jucá nega ter recebido propina ou praticado qualquer ato ilícito. O político tem trajetória que inclui três mandatos consecutivos como senador, de mil novecentos e noventa e cinco a dois mil e dezenove, além de ter sido ministro da Previdência Social e do Planejamento.

