Grandes exportadores brasileiros do agronegócio devem se preparar para novas exigências da União Europeia que entram em vigor em setembro. Segundo Ronaldo Félix, especialista em comércio exterior, o risco de interrupção nas vendas é menor para grandes empresas, mas maior para pequenos produtores.
As novas regras focam em vigilância sanitária, rastreabilidade e comprovação do uso correto de antimicrobianos na produção animal. Félix afirmou que as grandes empresas do setor de carne bovina, aves e suínos já trabalham na adequação de processos há tempo, o que diminui a chance de uma ruptura ampla nas exportações.
O maior desafio reside nos pequenos agricultores ligados a cooperativas. Essas entidades também precisam cumprir os requisitos europeus e, ao se adaptarem, devem repassar os novos controles aos associados. O especialista avalia que o pequeno produtor provavelmente não terá tempo hábil para essa mudança até setembro.
Um ponto sensível é a comprovação do uso de antimicrobianos. O produtor deve provar que os medicamentos são usados apenas de forma terapêutica, e não para estimular o crescimento. Félix reconheceu o protecionismo europeu, mas disse que as exigências sanitárias já fazem parte das normas da UE há anos.


