Policiais encapuzados invadiram o quarto de um cidadão egípcio, expulso dos Estados Unidos e enviado à Guiné Equatorial, e o arrastaram junto a cerca de vinte outros deportados. As autoridades da Guiné Equatorial intensificam a pressão sobre os imigrantes retidos em Malabo.
O episódio ocorreu há duas semanas, segundo o cidadão de trinta anos, que relatou ter sofrido agressões físicas. Ele afirmou que alguns policiais o puxavam pelo pescoço e outros aplicavam cotoveladas em suas costas durante a revista. O país africano se tornou um ponto de trânsito na política migratória do governo americano, que envia pessoas para “terceiros países” quando não podem devolvê-las aos países de origem.
Desde novembro, Washington expulsou pelo menos cinquenta pessoas para a Guiné Equatorial, sendo a maioria africana. Vinte e sete pessoas permanecem no hotel, e vários deportados disseram sofrer pressão verbal e física para retornar. Um advogado local confirmou as pressões, citando que os expulsos são instruídos a voltar caso não gostem da situação.
Os deportados afirmam não poder solicitar asilo na Guiné Equatorial e temem retornar aos seus países de origem, alegando riscos à vida. Uma cidadã jamaicana de trinta e cinco anos relatou receber ameaças diárias. Outro deportado, um eritreu, mencionou que os agentes tentam intimidá-los. O governo americano sustenta que pode realizar as expulsões contanto que não as envie aos países de origem.


