A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um homem que simulava atendimento médico a uma menina de 10 anos, diagnosticada com meduloblastoma grau IV. O indivíduo, sem formação, atuava como médico de home care há dez meses e utilizava indevidamente o nome de outro profissional para prescrever e encaminhar exames.
A prisão ocorreu após a mãe da criança notar falhas graves no acompanhamento, como o fato de uma sonda de alimentação não ser trocada por cinco meses. Ao verificar as credenciais do suposto médico no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), ela constatou que a foto no sistema pertencia a outra pessoa, acionando as autoridades.
As investigações revelaram que o falso profissional realizou pelo menos seis consultas na residência, cobrando valores entre R$ 700 e R$ 1 mil por visita. Com ele, agentes da Polícia Civil apreenderam carimbo e receituários em nome do médico lesado, além de documentos carimbados em nome de outro profissional de saúde.
O delegado responsável pelo caso afirmou que a conduta representou risco iminente de morte à criança, que já havia passado por dez cirurgias delicadas. Segundo a mãe, o homem foi indicado para o tratamento pela empresa Health+ Cuidados e Gestão, prestadora de serviços vinculada ao plano Unimed.

