Uma família em Mason County, Kentucky, recusou uma oferta de cerca de US$ 26 milhões para construir um data center de inteligência artificial em parte de sua fazenda de 1.200 acres. A recusa ocorre em um contexto onde pesquisas indicam que 71% dos americanos se opõem à instalação desses equipamentos em suas proximidades.
Os proprietários, Ida Huddleston e Delsia Bare, rejeitaram a proposta de uma empresa classificada entre as cem maiores do país. O valor oferecido representava aproximadamente dez vezes o preço de mercado local, que ficava em cerca de US$ 6.000 por acre. A família, que administra a propriedade há gerações, ingressou em ação judicial para impedir o projeto.
As alegações dos proprietários focam na preservação da terra, com Bare afirmando que deve ocupar a propriedade até o retorno de Cristo. Huddleston contestou a ideia de que o projeto traria benefícios econômicos locais, chamando tais alegações de ‘golpe’. O projeto proposto teria capacidade de 2,2 gigawatts.
Pesquisas realizadas pela Gallup, com 1.000 adultos americanos, mostraram que 71% dos entrevistados se opõem à construção de um data center local. A oposição foi alta entre independentes (74%) e se manteve elevada em regiões como o Centro-Oeste (76%) e o Sul (75%).
Outros dados apontam para resistência crescente: o monitoramento de projetos registrou pelo menos 75 projetos paralisados ou adiados no primeiro trimestre de 2026. Além disso, preocupações com o consumo de água e custos de eletricidade aparecem em mais de 40% e 35% dos casos de oposição, respectivamente.

