O Ministério da Fazenda suspendeu a licença de cinco empresas de apostas na última sexta-feira (14). Devido à ausência de documentos exigidos, 14 sites foram alvo de medidas cautelares. As ações atingem negócios ligados a influenciadores e ao grupo Pixbet.
As empresas sob fiscalização incluem a ZeroUm Bet, fundada por uma influenciadora e transferida para o Piauí; a Select Operations, vinculada a holdings dos proprietários da Pixbet; a Nexus, pertencente a um empresário britânico; e a RR Participações e Intermediações de Negócios, ligada a um empresário de Minas Gerais. A Enseada Serviços e Tecnologia tem beneficiária em uma offshore registrada no Chipre.
A pasta expediu sete cautelares, somando as duas primeiras que levaram à suspensão da Pixbet na quinta-feira (13), motivada por falhas documentais e problemas na política contra vício. As marcas suspensas devem exibir um aviso sobre a punição em seus sites e só podem operar para permitir o saque de saldos aos jogadores cadastrados.
O diretor jurídico da Nexus, Caio Coimbra, explicou que a punição ocorreu porque a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) não detectou os dados de operação do site megaposta.bet.br. Segundo Coimbra, a Megaposta cumpre as determinações e assegura o saque dos valores aos apostadores.
A suspensão da ZeroUm Bet ocorreu pela omissão de “informações regulamentares exigíveis”. A Fazenda determinou o cancelamento de apostas em curso e a devolução imediata dos valores apostados. A Select Operations, cujo beneficiário final é um sócio da Pixbet, também não retornou aos contatos.


