A Fiesp criticou a tramitação acelerada da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera a escala de trabalho 6 por 1. A federação defendeu que o tema requer discussão técnica e não deve ser conduzido sob influência do calendário eleitoral, conforme nota divulgada na última sexta-feira (14).
O presidente da federação, Paulo Skaf, afirmou que definir escalas de trabalho diretamente no texto constitucional seria uma “anomalia sem paralelo no mundo”. A organização defende que as condições laborais devem ser negociadas conforme as especificidades de cada setor econômico.
A PEC, que estabelece dois dias de folga e jornada máxima de 40 horas semanais, foi aprovada pela Câmara e estava parada no Senado desde 28 de maio. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no mesmo dia da manifestação da Fiesp.
Apesar de a Fiesp ser favorável ao debate sobre a jornada, ela exige que a discussão ocorra fora do período eleitoral. O governo e o Senado já discutiam a possibilidade de adiar a votação da PEC para depois das eleições de outubro, visto que há dificuldades de tramitação nesse período.

