A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) intensifica articulação com senadores para alertar sobre os riscos de tramitação acelerada da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe o fim da escala 6×1. A pressão ocorre após o presidente do Senado encaminhar a matéria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
A entidade defende que uma alteração dessa magnitude requer discussão técnica aprofundada e não deve avançar durante o período de esforço concentrado do Congresso antes das eleições. Segundo a Fiesp, levar a definição de escalas de trabalho ao texto constitucional representa uma “anomalia sem paralelo no mundo”.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, afirmou que as regras devem respeitar as diferenças entre os setores da economia e preservar o espaço das negociações coletivas. Ele declarou que a realidade do comércio difere da saúde, da indústria e do agronegócio, sendo necessário que o tema seja discutido por setores.
A federação sinalizou não se opor à discussão sobre jornada de trabalho, mas exige um debate amplo e setorial, distante das pressões do ano eleitoral. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, havia encaminhado a PEC 221/2019, que trata do fim da escala 6×1, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira, 12.


