O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, utilizou suas primeiras inserções de rádio e televisão para se apresentar ao eleitorado e destacar vínculos familiares. Nas peças de 30 segundos, o senador evita ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contrastando com a estratégia do petista, que já utilizou as propagandas para criticar nominalmente o adversário.
Em duas das três inserções, Flávio menciona a esposa, Fernanda, e as filhas, Luiza e Carol. O ex-presidente Jair Bolsonaro também aparece como referência, embora não seja citado nominalmente. O candidato direciona parte do conteúdo ao público feminino, citando a mãe como influência em sua personalidade e afirmando que o Brasil só vencerá se as mulheres forem mais fortes.
A tentativa de aproximação com as mulheres é vista como estratégica pela campanha para reduzir a rejeição do senador nesse segmento. Em outra peça, Flávio se apresenta como advogado, empresário, de 45 anos e candidato à Presidência, dirigindo a mensagem também a quem não integra o campo político bolsonarista.
As críticas de Flávio concentram-se na segurança pública e na situação financeira das famílias, mencionando endividamento e a atuação de facções criminosas. O candidato afirma que o país não está bem e que pretende vencer o crime e o sufoco econômico, mas não responsabiliza nominalmente o governo atual.
Temas que a campanha do PL planeja usar futuramente para desgastar o presidente, como investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, não foram incluídos neste momento inicial. A abordagem busca construir uma imagem própria, distinta da associada ao pai.
Já a campanha de Lula adotou tom agressivo nas primeiras peças. Uma das inserções é dedicada a questionar a confiabilidade de Flávio, citando denúncias de lavagem de dinheiro, organização criminosa e a menção a R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master. O material encerra classificando o senador como “o pior dos Bolsonaros”.

