O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) utilizou a maior parte de suas inserções de rádio para tentar atrair o voto de mulheres. A estratégia visa diminuir a rejeição do candidato no segmento feminino, repetindo a resistência enfrentada por seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2022.
Em duas das três propagandas de 30 segundos, o senador cita a esposa, Fernanda, e as filhas. “Lá em casa quem manda são elas, ainda bem que é assim”, afirma Flávio Bolsonaro. O candidato utiliza seu nome completo nas peças e menciona a figura do pai de forma discreta, declarando-se também “filho do Brasil”.
O discurso evita ataques diretos ao presidente Lula, concentrando-se na violência e no endividamento da população. O candidato do PL deve incluir em pronunciamentos futuros a análise sobre pedidos de recuperação judicial de empresas, como as Casas Bahia.
A campanha de Lula reagiu utilizando propagandas que exploram escândalos envolvendo o senador, como o esquema de rachadinhas e a cobrança de pagamentos para o filme Dark Horse. O petista utilizou músicas populares para pautar as críticas ao adversário.
Outros candidatos também ocuparam o espaço. O escritor Augusto Cury (Avante) falou sobre corrupção e citou o Mensalão, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) prometeu aumentar as penas para agressores de mulheres, classificando tais condutas como covardes.
Candidatos como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não possuem propaganda gratuita. A regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) limita o acesso ao horário eleitoral no rádio e na TV aos partidos que atingiram a cláusula de desempenho na Câmara dos Deputados.

