As Forças Armadas de Israel iniciaram investigações criminais sobre a conduta de suas tropas em Gaza. O foco é o assassinato de uma menina palestina de cinco anos e sua família, além de quinze profissionais de saúde. A análise abrange cento e cinquenta incidentes.
O comunicado das Forças Armadas detalhou as decisões sobre cinco casos específicos. O ataque à família da menina ocorreu enquanto ela e parentes fugiam de uma invasão na Cidade de Gaza. A menina era a última sobrevivente do veículo, e a prima dela alertou o Crescente Vermelho Palestino sobre o ataque.
As tropas israelenses admitiram ter disparado contra o carro da família. Posteriormente, as forças militares também atiraram em uma ambulância que buscava as vítimas, matando dois paramédicos. Outro incidente envolveu o fogo contra veículos de quinze profissionais de saúde em Rafah, no sul do país.
Apesar da indignação internacional, que levou grupos de direitos humanos a denúncias no Tribunal Penal Internacional, as Forças Armadas não abrirão inquérito sobre ataques à World Central Kitchen ou a mortes de outros trabalhadores humanitários. A avó da menina manifestou que a investigação israelense não é suficiente.


