A fragilidade, uma condição crônica semelhante ao diabetes, não se resume à fraqueza física. Pesquisadores apontam que ela se manifesta em pessoas mais velhas com movimentos lentos e força de preensão reduzida.
A Sociedade Britânica de Geriatria define a fragilidade como uma condição de longo prazo. Um professor de medicina da Dalhousie University, Kenneth Rockwood, afirma que a condição deve ser vista como um imperativo demográfico, visto o avanço da geração do *baby boom*.
Para identificar a fragilidade, um exame geriátrico completo é indicado. Sinais observáveis incluem caminhar mais devagar que aproximadamente 0,8 metro por segundo ou demorar mais de dez segundos em um teste de levantar e andar.
A condição pode ser leve, moderada ou grave. Uma geriatra do Cedars-Mount Sinai, Sara Espinoza, observou que eventos simples, como uma queda ou uma cirurgia eletiva, podem causar declínio súbito em indivíduos frágeis.
Estudos indicam que grandes aspectos da fragilidade são reversíveis. Um ensaio clínico de 2023 mostrou que rotinas de exercícios diários, focadas em força e equilíbrio, combinadas com ingestão proteica adequada, melhoraram a força de preensão e a massa óssea.


