A Galeria de Apolo, sala do Museu do Louvre, reabriu ao público nesta quarta-feira (22), mas suas coleções foram retiradas após um assalto ocorrido no ano passado. O espaço, que abrigava joias da Coroa Francesa, ganhou notoriedade internacional após o furto de oito peças avaliadas em cerca de US$ 100 milhões.
O roubo, realizado durante um assalto à luz do dia, expôs falhas de segurança no museu, incluindo um sistema de câmeras considerado ultrapassado. As vulnerabilidades da galeria, ligadas à varanda e à localização voltada para a rua, já haviam sido apontadas em auditoria de 2019, mas as recomendações não foram implementadas, segundo a imprensa.
Os quatro homens suspeitos do crime foram presos, mas as peças furtadas ainda não foram recuperadas, apesar das buscas coordenadas com polícias da Bélgica e Itália. As joias remanescentes foram retiradas da Galeria de Apolo e serão expostas futuramente em uma sala de alta segurança, sem janelas.
O incidente gerou crise interna no museu, levando à renúncia da primeira mulher a presidir o Louvre. Ela foi substituída, em fevereiro, por Christophe Leribault. O Louvre, que recebeu cerca de nove milhões de visitantes no ano passado, enfrenta problemas de superlotação.


