A longevidade extrema em Galícia, Espanha, é atribuída a fatores culturais e sociais, e não apenas aos avanços médicos, afirma o psicólogo e gerontólogo José María Faílde. Ele aponta que a resistência e o modo de vida de uma geração moldaram a expectativa de vida da região.
Faílde explica que a população mais longeva da área é composta por indivíduos que vivenciaram a guerra e passaram por doenças sem tratamentos adequados. Essa geração trabalhou a terra sem descanso, utilizando os frutos escassos para sobreviver.
Segundo o especialista, homens e, principalmente, mulheres galegos possuem a maior expectativa de vida de toda a história do território. Os avanços na medicina não são o principal responsável por essa longevidade.
A resiliência da população, forçada a se virar com os recursos limitados, constitui um fator chave para o fenômeno demográfico observado na região, conforme contou o gerontólogo.


