O candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou que as organizações criminosas no Brasil deixaram de atuar apenas no tráfico de drogas e no domínio de territórios para ocupar espaços na economia formal. Segundo Gaspar, as facções utilizam empresas e operadores financeiros para movimentar e lavar bilhões de reais.
O político apontou a transformação econômica das facções como uma das principais vulnerabilidades do Estado. Gaspar declarou que o crime organizado cresceu porque o governo deixou espaços vazios, utilizando tecnologia e estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro para se integrar ao mercado legal.
Para o candidato, o avanço criminoso resulta de falhas interligadas, que começam na circulação de armas e drogas nas fronteiras, passam por um sistema penitenciário que permite a lideranças comandarem crimes de dentro das cadeias e chegam a uma legislação penal que precisa ser mais rigorosa.
No campo da previdência, Gaspar afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende reforçar mecanismos para impedir descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. O deputado mencionou a necessidade de responsabilizar quem permitiu fraudes, citando a importância de garantir que nenhum valor seja retirado sem autorização comprovada.
Sobre a assistência social, o candidato informou que a chapa não pretende extinguir o Bolsa Família. O benefício seria mantido, mas integrado a políticas de qualificação e emprego, em uma estratégia chamada de “proteção à autonomia”.
Gaspar explicou que o objetivo não é reduzir a quantidade de beneficiários por meta, mas sim diminuir o número de brasileiros que dependem do programa por meio do aumento da renda e da conquista de autonomia financeira.


