Vladimir Timerman, gestor da Esh Capital, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, 12. Ele solicitou inclusão no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita). A Polícia Federal (PF) aponta que ele foi monitorado ilegalmente por um empresário e um indivíduo conhecido como “Sicário”.
Segundo a PF, o indivíduo conhecido como “Sicário” atuava como operador da milícia privada “A Turma”, sob ordens do empresário. Este último se matou após ser preso em março. A defesa de Timerman pediu ao ministro André Mendonça, do STF, que investigasse o grupo. Os advogados também questionam se a milícia monitorou Timerman a mando de Nelson Tanure.
A PF e o Ministério Público Federal indicam Tanure como possível sócio oculto do Banco Master, embora ele negue a acusação. Timerman e Tanure já possuem disputas judiciais sobre papéis da Alliar e da Gafisa. Em 2025, a Justiça de São Paulo condenou Timerman por stalking contra Tanure, decisão que ele recorre.
A petição destaca conversas de agosto de 2024 entre o empresário e “Sicário”. Nesses diálogos, há menção a medidas mais drásticas contra Timerman e seu advogado, e a sugestão de enviar o grupo a São Paulo para “matar os negócios”. A defesa de Timerman pediu a identificação do remetente das mensagens enviadas pelo empresário e a prisão preventiva.


