Pesquisas apontam que apenas vinte e sete por cento dos fundos de ações americanas de grande capitalização geridos ativamente superaram seus benchmarks nos últimos doze meses. No período de dez anos até junho, apenas treze por cento dos gestores ativos alcançaram esse resultado, segundo dados analisados.
O dinheiro migrou para investimentos passivos, totalizando perto de quinze trilhões de dólares em ativos. Fundos passivos de baixo custo, como os ETFs, estão projetados para receber um trilhão de dólares em aportes líquidos neste ano, confirmando que o indexamento superou a seleção de ações na maior parte da era moderna.
A análise dos dados mostra que a taxa de retorno do SPDR S&P 500 ETF Trust foi de doiscentos e cinquenta e um vírgula noventa e um por cento, com uma taxa de despesa de zero vírgula zero nove quarenta e cinco por cento. Em contrapartida, o produto concorrente da Vanguard cobra uma taxa de despesa de zero vírgula zero três por cento ao ano.
Os especialistas argumentam que a estrutura do veículo de investimento é secundária à estratégia. O que prevaleceu foi a combinação de baixa taxa de custo e diversificação ampla em horizontes longos. Contudo, a indústria tem lançado produtos temáticos e alavancados com taxas mais altas, utilizando o sucesso dos ETFs como argumento de venda.


