A taxa de informalidade em Goiás atingiu 36,1% no segundo trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice permanece abaixo da média brasileira, de 37,4%, apesar de ter subido em relação aos 34,2% registrados nos três primeiros meses do ano.
O desemprego no estado caiu de 5,1% no primeiro trimestre para 4% no segundo, ficando também abaixo da média nacional, que é de 5,4%. O economista Eurípedes Júnior afirmou que o desempenho está ligado a uma economia diversificada e ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que cresce acima da média do país.
No primeiro trimestre, os setores de serviços, comércio e indústria concentravam mais de 85% dos ocupados. A distribuição registrou 50,7% nos serviços, 22,1% no comércio e 12,5% na indústria. A posição geográfica e a política de incentivos fiscais são apontadas como fatores que atraem empresas e criam redes de fornecedores locais.
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, disse que o resultado decorre de ações para atrair investimentos e qualificar profissionais. Ele citou aportes de R$ 700 milhões da John Deere em Catalão, R$ 100 milhões da Weichai em Itumbiara e R$ 2,8 bilhões previstos pela Aclara em Nova Roma, além de investimentos da Caoa e da Chery em Anápolis.
Embora os indicadores sejam favoráveis, Eurípedes Júnior avalia que é prematuro projetar uma queda automática da informalidade nos próximos meses. O economista explicou que Goiás não possui a menor taxa de informalidade do Centro-Oeste, ficando atrás do Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A análise indica que fatores como o nível dos juros, a possível desaceleração econômica e o aumento de ocupações por conta própria podem alterar o cenário. O especialista afirmou que a formalização amplia a segurança do trabalhador ao garantir acesso a direitos como FGTS, INSS e Seguro Desemprego.


