A demanda de importação de petróleo bruto da China caiu 5 milhões de barris por dia em relação ao ano anterior, uma redução de 50%, segundo Goldman Sachs. O analista Don Striven afirmou que, mesmo com a reabertura total do Estreito de Ormuz, a redução estrutural da dependência chinesa pode tornar parte dessa queda permanente.
Striven, co-chefe de pesquisa de commodities globais do Goldman Sachs, declarou que o choque no Golfo Pérsico validará a estratégia chinesa de diversificar fontes de energia e manter estoques. Embora o fluxo de petróleo do Golfo Pérsico tenha voltado a cerca de 75% do normal, a demanda não acompanha esse ritmo. Goldman prevê que 90% da fraqueza na demanda será revertida, mas os 10% restantes podem ser estruturais.
A transição energética também impulsiona a fraqueza. A participação de veículos elétricos (EV) nas vendas globais de carros cresceu cerca de 4 pontos percentuais desde o início da guerra no Irã. Goldman estima que a adoção de EVs reduzirá a demanda global de petróleo em 0,32 milhão de barris por dia até dezembro de 2027.
Em contraste, a demanda por energia de data centers deve dobrar até o final de 2027, beneficiando geradores de energia nos EUA. Striven indicou o mercado de energia dos EUA como sua principal aposta, citando a escassez de suprimento e longas filas para turbinas a gás. Empresas como Vistra e Constellation Energy são citadas como beneficiadas por esse crescimento.

