O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, criticou as ofensas feitas pelo presidente argentino a autoridades brasileiras durante um evento político em São Paulo. Kicillof afirmou que o líder argentino insultou o governo brasileiro, o presidente e o país, buscando afastar a Argentina das declarações.
Kicillof declarou nas redes sociais que o presidente argentino ofendeu o governo brasileiro, o presidente e o país. O governador afirmou ter contatado o chanceler Mauro Vieira para transmitir que o líder argentino “não representa os sentimentos do povo argentino”. Para Kicillof, a escalada verbal pode afetar os interesses econômicos da Argentina, visto que o Brasil é seu principal parceiro comercial.
As declarações ocorreram após o presidente argentino participar de uma convenção do PL, onde chamou o presidente brasileiro de “presidiário” e atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo brasileiro reagiu diplomaticamente, convocando o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas e chamando o embaixador argentino no Brasil para comunicar repúdio.
O ministro Mauro Vieira comentou que não há histórico de ataques de um presidente estrangeiro em território nacional. Ele disse: “Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”.

