Um painel sobre a nova agenda da mineração brasileira ocorreu no dia 30 de junho, reunindo indústria, poder público e Justiça para discutir os avanços em governança e segurança operacional. O evento, aberto pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, focou nos compromissos do setor após o rompimento da Barragem de Fundão.
O CEO da Samarco, Rodrigo Vilela, apresentou os aprendizados da empresa desde o desastre de 2015, destacando as mudanças implementadas. A mineradora, que atua em Minas Gerais e no Espírito Santo, retomou a produção em dezembro de 2020, operando atualmente com cerca de 60% da capacidade anterior ao evento.
Vilela declarou que o rompimento foi um marco para a mineração nacional, forçando uma transformação profunda na operação. Segundo o executivo, a empresa revisou processos e fortaleceu a governança, o que permitiu a retomada gradual e segura. Ele afirmou que a reconstrução da licença social ocorreu com entregas concretas de compromissos.
Os compromissos incluem a descaracterização de barragens de rejeitos e a execução de medidas do Novo Acordo do Rio Doce, como indenizações e recuperação ambiental. O CEO ressaltou que essa trajetória exige um compromisso permanente da empresa e das instituições envolvidas, demandando uma governança robusta.

