O governo federal articula com Paraguai e Argentina uma rede de proteção a mulheres na região da Tríplice Fronteira. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, informou que a ação visa expandir o modelo do Pacto Brasil contra o Feminicídio para além do território nacional, com a construção de uma Casa da Mulher Brasileira em Foz do Iguaçu (PR).
A iniciativa busca integrar serviços de atendimento a mulheres vítimas de violência na área de fronteira internacional. A unidade será construída em Foz do Iguaçu (PR) com apoio da Itaipu Binacional, seguindo o modelo de centros de atendimento. A escolha da Tríplice Fronteira se deu pelo envolvimento dos três países e pelos desafios comuns relacionados à violência contra mulheres.
O Pacto Brasil contra o Feminicídio, liderado pelo presidente, completou cem dias em agosto de 2026. Segundo a ministra, a iniciativa já resultou em mais de 22 mil prisões de agressores, sendo 82% em flagrante, e na distribuição de mais de 30 mil tornozeleiras eletrônicas no país.
Além da cooperação regional, a ministra criticou a resolução do Senado que suspendeu norma do Conanda sobre o acesso ao aborto legal para menores de 14 anos em vítimas de estupro. Lopes também comentou sobre a resistência feminina em cargos eletivos, pedindo que o eleitorado feminino vote conscientemente contra discursos misóginos.

