O Ministério da Agricultura e Pecuária informou à Câmara dos Deputados que alertou o setor produtivo, desde 2023, sobre a necessidade de adequação às normas da União Europeia. A medida, que retira o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes ao bloco, entra em vigor no dia 3 de setembro.
A decisão da União Europeia, oficializada em 5 de junho, veta a entrada de carne bovina, de frango, além de tripas, peixe e mel. O bloco justifica a restrição pela falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal brasileira. Segundo o governo, a Secretaria de Defesa Agropecuária realizou reuniões com entidades do setor, como a Abiec e a ABPA, para orientar sobre a implementação de sistemas privados de controle e rastreabilidade.
O Ministério da Agricultura nega falhas administrativas ou diplomáticas no processo. Em 2025, as exportações dos setores afetados para o mercado europeu totalizaram US$ 2,026 bilhões. Enquanto o governo reforça a necessidade de conformidade técnica, entidades do setor, como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, classificam a medida como protecionismo comercial sem respaldo científico.

