O governo dos Estados Unidos suspendeu a emissão de vistos de imigrante em todo o mundo nesta quarta-feira (26). A decisão visa treinar funcionários consulares para identificar requerentes que possam se tornar dependentes de assistência financeira do governo americano, segundo informações de agências internacionais.
A medida resultou no cancelamento de entrevistas já agendadas em embaixadas e consulados. Os candidatos receberam avisos por e-mail informando a remarcação dos compromissos. O Consulado americano em São Paulo declarou que aguarda instruções da embaixada sobre como proceder com os casos locais.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a iniciativa global de treinamento busca garantir que os funcionários avaliem cada requerente de forma abrangente. Segundo o órgão, a meta é assegurar que os imigrantes não representem um ônus público, conforme as regulamentações dos EUA, preservando benefícios destinados a cidadãos qualificados.
Brian Simmons, gerente consular sênior do escritório de advocacia Fragomen, em Washington, informou que muitos afetados já haviam investido milhares de dólares e reorganizado suas vidas para as entrevistas, que foram canceladas no último minuto. O governo não informou a data de retomada dos serviços.
A suspensão ocorre após a juíza federal Jeannette Vargas anular, na semana passada, a proibição de pedidos de imigrantes de 75 países, incluindo o Brasil. A magistrada decidiu que a medida do governo se sobrepunha ao poder de decisão atribuído pelo Congresso aos postos consulares.
A gestão de Donald Trump tem implementado outras restrições, como a limitação de green cards e o encerramento de quase todo o reassentamento de refugiados. Desde o ano passado, a administração exige que os pedidos de visto de imigrante sejam tramitados no país de cidadania do requerente, mesmo para quem reside legalmente nos EUA ou possui vínculos familiares no país.


