O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que o governo pretende que setenta por cento das necessidades do Sistema Único de Saúde em medicamentos e insumos farmacêuticos sejam produzidos no Brasil até o ano de 2033.
Alckmin disse que a saúde representa o segundo déficit da balança comercial brasileira, após a Tecnologia da Informação. Ele explicou que o país importava muito nessa área estratégica, citando a falta de respiradores durante a pandemia de Covid. O ministro afirmou que o esforço nacional já alcançou cinquenta por cento de produção, visando o aumento gradual.
Durante o Fórum Saúde, realizado em Brasília nesta quarta-feira (19), o vice-presidente também mencionou que o Brasil registrou recorde de exportação, totalizando 349 bilhões de dólares, apesar das tarifas. A soberania nacional faz parte da plataforma de campanha do presidente.
O ministro defendeu que a reforma tributária promoveu isonomia para fortalecer a indústria local. Segundo Alckmin, a lei prevê que insumos farmacêuticos sem produção nacional podem ter ex-tarifário, isentando o imposto. Ele acrescentou que houve redução tarifária do IVA de sessenta por cento para cem por cento, com isenção para medicamentos.
Além disso, o vice-presidente destacou projetos recentes, como o que permite ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social apoiar empresas no acesso a mercados internacionais. Alckmin reforçou a necessidade de o Brasil conquistar mais mercado, visto que 98% do comércio mundial está fora do país.

