O governo federal confirmou, neste domingo (30), a inclusão de um aporte de R$ 6 bilhões para os Correios no projeto de lei orçamentária anual (PLOA) 2027. A medida, que será enviada ao Congresso nesta segunda-feira, visa dar estabilidade financeira à estatal e cumpre previsão de contrato de empréstimo firmado no ano passado.
Em nota conjunta, os ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e do Planejamento, Bruno Moretti, afirmaram que o recurso permitirá que a empresa siga negociando com clientes e fornecedores. O objetivo é viabilizar o Plano de Reestruturação e a recuperação dos resultados financeiros.
A estatal registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 5,5% em comparação ao mesmo período de 2025, quando a perda foi de R$ 2,53 bilhões. No primeiro semestre de 2026, o prejuízo acumulado soma R$ 5,55 bilhões, alta de 30,4% frente aos R$ 4,26 bilhões do ano anterior.
Na virada do ano, os Correios utilizaram ajuda do Tesouro Nacional para tomar um empréstimo bancário de R$ 12 bilhões para quitar pagamentos atrasados. Mesmo com a medida, a empresa fechou o período com prejuízo de R$ 8,5 bilhões.
Os custos de serviços somaram R$ 7,6 bilhões no primeiro semestre, valor 14% abaixo do orçado. O gasto com pessoal recuou cerca de 4% no mesmo intervalo, reflexo de um plano de demissão voluntária.
Segundo a nota dos ministros, a empresa tem tomado medidas para reduzir despesas e ampliar a receita operacional. O governo informou que houve alongamento e barateamento da dívida, encerrando o semestre sem empréstimos vencendo no curto prazo.

