O governo federal confirmou, neste domingo (30), a inclusão de um aporte de R$ 6 bilhões para os Correios no projeto de lei orçamentária anual (PLOA) 2027. O texto será enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31) com o objetivo de garantir a estabilidade financeira da empresa estatal.
A medida foi anunciada em nota conjunta pelos ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e do Planejamento, Bruno Moretti. O montante está previsto no contrato de um empréstimo de R$ 12 bilhões tomado pela empresa no ano passado.
Segundo a nota, o recurso permitirá que a estatal negocie com clientes e fornecedores, auxiliando no Plano de Reestruturação e na recuperação de resultados financeiros. Na virada do ano, a empresa contou com ajuda do Tesouro Nacional para o empréstimo de R$ 12 bilhões destinado a regularizar pagamentos atrasados, mas registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões.
No segundo trimestre de 2026, os Correios tiveram prejuízo de R$ 2,4 bilhões, queda de 5,5% em comparação aos R$ 2,53 bilhões do mesmo período de 2025. No primeiro semestre de 2026, a perda acumulada foi de R$ 5,55 bilhões, alta de 30,4% em relação aos R$ 4,26 bilhões do ano anterior.
Os ministros informaram que a empresa tem adotado medidas para reduzir despesas, ampliar a receita operacional e equacionar o fluxo de caixa. O governo afirmou que houve alongamento e barateamento da dívida, e a estatal encerrou o semestre sem empréstimos vencendo no curto prazo.
Os custos dos serviços somaram R$ 7,6 bilhões no primeiro semestre, valor 14% abaixo do orçado. No mesmo período, as despesas com pessoal caíram cerca de 4% devido ao plano de demissão voluntária.

