Um grupo de defesa católica pede que os bispos de Massachusetts excomunhem a governadora Maura Healey. A exigência surge após ela assinar a lei que retira restrições a abortos em estágios avançados da gestação.
A medida, denominada “Prioritizing Patient Access to Care Act”, foi assinada por Healey no dia dez de agosto. A nova legislação permite que médicos decidam sobre abortos tardios sem sofrer penalidades legais. Anteriormente, o estado só permitia o procedimento após vinte e quatro semanas se houvesse necessidade de preservar a saúde física ou mental da mãe, ou em casos de diagnóstico fetal fatal.
A organização CatholicVote afirmou que, ao sancionar a lei, Healey cometeu um grave pecado e deve ser impedida dos sacramentos. A presidente da entidade, Kelsey Reinhardt, escreveu uma carta aberta aos bispos católicos de Massachusetts, questionando se as ações da governadora implicam em excomunhão automática segundo o direito canônico.
Reinhardt citou o direito canônico, que prevê a excomunhão automática para quem providencia ou auxilia um aborto. Ela declarou que a governadora, ao assinar o projeto, se torna cúmplice da expansão pública do aborto. A lei entra em vigor no dia oito de novembro, alinhando Massachusetts a estados sem limites gestacionais.
A governadora defendeu a lei como proteção à saúde feminina. Healey afirmou que a decisão deve focar no acesso à saúde em consulta com os médicos, posicionando-se a favor das mulheres em contraste com seus opositores.


