O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (21) que a alta de preços no país deriva dos impactos da guerra no Oriente Médio, e não somente da política fiscal do governo federal. Ele ligou o conflito a problemas no abastecimento global.
Durigan explicou que o conflito armado afeta diretamente os preços de combustíveis e restringe a produção mundial de fertilizantes, criando um problema de suprimento que atinge o produtor agrícola brasileiro. Segundo ele, os bancos centrais globais observam essa guerra e reagem ao risco de inflação, necessitando aumentar juros.
O ministro questionou que o aumento de preços é resultado da guerra no Irã, que ele atribui a ações do governo dos Estados Unidos, apoiadas por grupos políticos. O Banco Central, por sua vez, mantém a preocupação com a inflação, que ainda é pressionada pela demanda, e mantém a taxa básica de juros em 14%.
Além da questão monetária, Durigan defendeu que o governo deve focar na redução da jornada de trabalho e no combate a juros abusivos, como os de cartão de crédito e crediários. Ele declarou que o país não enfrenta uma crise fiscal ou de dívida, mas que os juros altos dificultam a vida das pessoas.


