Haakon VIII assumiu o trono da Noruega neste sábado (29) após a morte do rei Harald V, aos 89 anos. A sucessão automática, regida pela Constituição do país, coloca a princesa Ingrid Alexandra, de 22 anos, como a primeira pessoa na linha sucessória ao trono escandinavo.
O novo monarca é filho de Harald V e da rainha Sonja. Antes da ascensão, Haakon VIII já desempenhava funções oficiais da Coroa durante as ausências ou problemas de saúde do pai. Com a mudança, a princesa Mette-Marit, casada com o rei desde 2001, tornou-se a rainha da Noruega.
A posição de Ingrid Alexandra como sucessora direta é garantida por uma reforma de 1990, que estabeleceu a igualdade de direitos ao trono entre homens e mulheres nascidos a partir daquele ano. O príncipe Sverre Magnus é irmão mais novo da herdeira.
A transição ocorre sob pressão pública devido a controvérsias envolvendo Marius Borg Høiby, de 29 anos, filho de Mette-Marit de um relacionamento anterior e enteado do rei. Segundo a apuração da imprensa local, Høiby foi condenado pelo Tribunal Distrital de Oslo a quatro anos de prisão por duas acusações de estupro.
O enteado do rei não possui papel oficial na monarquia nem integra a linha de sucessão. A defesa de Høiby pediu uma condenação de 18 meses, enquanto promotores sugeriram sete anos e sete meses. O réu participou da audiência por videoconferência por motivos de saúde não divulgados.
A rainha Mette-Marit também foi alvo de repercussão por sua relação com o financista Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014. Em entrevista à emissora pública NRK, ela afirmou ter sido “manipulada e enganada” e lamentou o contato, alegando que não compreendia a gravidade dos crimes de Epstein na época.
Na monarquia constitucional norueguesa, o rei atua como chefe de Estado com funções representativas e institucionais, enquanto a condução do governo permanece sob responsabilidade do Parlamento.

