O grupo de hackers Jabaroot divulgou, nesta semana, uma lista com dados pessoais de 70.381 supostos espiões de Marrocos. A ação ocorre no contexto de uma guerra cibernética que atinge instituições públicas e centros de segurança do país desde 2025 e coincide com a crise migratória na cidade autônoma de Ceuta.
A divulgação dos dados provocou impacto na imprensa da Espanha e de outros países da Europa. No entanto, os veículos de comunicação de Marrocos mantiveram silêncio sobre o episódio. O grupo Jabaroot, cujo nome significa “poderio” em árabe, é vinculado inicialmente à Argélia.
Os piratas informáticos afirmam ter interferido em disputas políticas internas do governo marroquino. A ofensiva digital, que já dura um ano e meio, foca em órgãos sensíveis do Estado.
O grupo ameaça agora publicar novas informações. Entre as promessas de revelação está a identidade dos dirigentes de Rabat que teriam orquestrado a entrada de mais de 70 mil migrantes na cidade de Ceuta, território espanhol.
A operação dos hackers se estende por centros de segurança e instituições públicas, ampliando a instabilidade digital no país magrebino.


