O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que seu motorista foi alvo de abordagem “fora do padrão” e de perseguição pela Polícia Militar na noite de anteontem. O fato teria ocorrido depois que o funcionário o deixou em casa, na zona sul da capital. Haddad soube do ocorrido ontem e disse ter levado o caso ao governo do Estado.
Segundo Haddad, ele voltava de um compromisso na Faculdade do Largo São Francisco, no centro. “Meu motorista foi acompanhado de uma forma estranha”, disse. O candidato contou que a viatura da PM “emparelhou” e ficou “colada” na traseira do veículo. O condutor então entrou no estacionamento de um hotel.
De acordo com o relato, os policiais direcionaram lanternas para o interior do carro, mesmo depois que Haddad já havia deixado o veículo. A partir dali, o motorista percebeu que era seguido pela viatura. “Uma coisa é pedir para parar, pedir documento. Mas não foi isso”, afirmou o petista.
Em conversa com jornalistas, Haddad preferiu preservar a identidade do funcionário. Disse ter levado o caso a público por zelo, por considerar a abordagem excessiva, mas ressaltou que pressupõe boa-fé dos agentes. “Às vezes confundiu a placa do carro, estava procurando um suspeito… Qualquer coisa é possível.”
O motorista procurou o advogado Hélio Silveira para orientação. As informações foram encaminhadas ao governo do Estado. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou, em nota, que determinou à PM a identificação das equipes que estiveram na região para apurar o caso.


