O príncipe Harry, de 41 anos, e Meghan Markle, de 45, chegaram ao Reino Unido nesta quarta-feira (26) em voo particular, acompanhados dos filhos Archie, de sete anos, e Lilibet, de cinco. O casal passará a residir na Grã-Bretanha como membros da realeza sem funções oficiais e sem exercer atividades remuneradas.
A família deve se instalar em uma residência privada fora de Londres, possivelmente na região rural de Cotswolds, no oeste da Inglaterra. De acordo com a apuração, as crianças serão matriculadas em colégio britânico para iniciar as aulas em setembro. Harry e Meghan manterão a casa em Montecito, na Califórnia, além de uma propriedade em Portugal.
O retorno ocorre após a recepção negativa de projetos comerciais do casal nos Estados Unidos, como a série culinária de Meghan e o encerramento da parceria com o Spotify. Especialistas indicam que a mudança busca recuperar espaço na monarquia e reposicionar a imagem da família antes que o príncipe William assuma o trono.
Outro fator determinante é a saúde do rei Charles III, que trata um câncer. O monarca teria recebido a decisão com satisfação, embora tenha sido informado poucos dias antes do anúncio. No entanto, a imprensa local indica que o príncipe William estaria furioso com a mudança, dada a relação desgastada por críticas anteriores do casal à instituição.
O Palácio de Buckingham mantém a posição de que atividades comerciais são incompatíveis com compromissos da realeza. Por isso, Harry e Meghan continuam como cidadãos privados. O príncipe mantém vínculos com instituições de caridade e a liderança dos Jogos Invictus, previstos para ocorrer em Birmingham no próximo ano.
A decisão surpreendeu observadores devido às preocupações anteriores de Harry com a segurança. Em 2025, o príncipe afirmou que não imaginava levar a família ao país após o governo britânico negar proteção policial permanente. O primeiro-ministro Andy Burnham declarou que a segurança dos Sussex é uma questão privada.


