Um homem se declarou culpado na sexta-feira em acusações federais de perseguição ligadas ao assassinato de um executivo de saúde em 2024. Após a confissão, os advogados dele entraram com um pedido para que o caso no estado de Nova York seja arquivado, alegando o princípio da dupla perseguição.
O homem, que foi detido em dezembro de 2024, admitiu em tribunal federal ter atirado no executivo de saúde em Manhattan. Ele confessou os dois crimes federais de perseguição, cada um com pena potencial de prisão perpétua. A sentença federal está marcada para 18 de dezembro.
Em contraste, no tribunal estadual de Nova York, ele enfrenta acusações de homicídio em segundo grau, das quais não se declarou culpado. O julgamento estadual foi adiado, aguardando resposta do Ministério Público do Distrito de Justiça de Manhattan ao pedido de arquivamento feito pela defesa.
Os advogados argumentam que a confissão federal encerra o processo federal e constitui uma ‘perseguição prévia’. Assim, qualquer ação estadual seria uma ‘segunda perseguição’, violando a proteção constitucional. Eles alegam que os órgãos federais e estaduais coordenaram os casos para maximizar a punição.
O Ministério Público do Distrito de Justiça de Manhattan afirmou em nota que preparou-se para buscar uma condenação por julgamento desde dezembro de 2024 e está pronto para prosseguir com a defesa, enquanto a sentença federal aguarda.


