Um homem se declarou culpado nesta sexta-feira (14) por duas acusações federais relacionadas ao assassinato do ex-CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson. A confissão ocorreu em tribunal federal de Manhattan, Nova York, onde o réu detalhou como localizou a vítima e executou o crime em dezembro de 2024.
O indivíduo, de 28 anos, admitiu ter fabricado uma arma com auxílio de uma impressora tridimensional e ter viajado a Nova York para executar o plano. Ele contatou a UnitedHealthcare fingindo ser um investidor que administrava mais de 50 bilhões de dólares em ativos. Segundo a declaração feita perante a juíza distrital Margaret Garnett, o ataque ocorreu na manhã de 4 de dezembro de 2024.
A promotoria pleiteia prisão perpétua para o réu. Inicialmente, os promotores mencionaram uma pena entre 24 e 30 anos, mas mudaram a recomendação para a máxima prevista para as acusações. Não há acordo de delação entre a defesa e o governo americano, o que impede um consenso sobre a pena.
Após a audiência federal, os advogados do réu entraram com pedido no tribunal estadual de Nova York para arquivar acusações de homicídio e posse de arma. O argumento se baseia na lei de dupla ameaça do estado, que impede julgamento duplo pelo mesmo fato.
A família de Thompson divulgou nota após o depoimento, classificando a confissão como um avanço para a justiça, embora reconhecesse que nada aliviaria a dor da perda. Procurador federal de Manhattan, Jamie McDonald, e chefe da divisão criminal do órgão, Amanda Houle, participaram da sessão.


