O horário eleitoral obrigatório, criado em mil novecentos e sessenta e dois, não é gratuito. Ele é financiado por impostos pagos pela população e gera compensações tributárias para as emissoras de rádio e televisão.
As emissoras cedem espaço na grade para a propaganda política e, em troca, recebem compensações fiscais. O custo desse espaço varia conforme a quantidade de minutos cedidos, a audiência e o valor comercial do horário, além do número de emissoras e inserções.
Nas eleições de 2022, o custo da exibição do horário eleitoral foi de cerca de R$ 737 milhões em renúncia fiscal. Entre 2014 e 2025, as emissoras receberam R$ 5,2 bilhões em isenção fiscal por veicular comerciais eleitorais e partidários.
O tempo de veiculação não é igual para todos os partidos. Dez por cento é distribuído igualmente entre as legendas, enquanto noventa por cento é repartido proporcionalmente ao tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.
O período do horário eleitoral obrigatório no primeiro turno ocorrerá de vinte e oito de agosto a primeiro de outubro, e no segundo turno, de nove de outubro a vinte e três de outubro.


