A taxa de demissões no setor de tecnologia subiu para 2,3% em junho, segundo dados do Bureau of Labor Statistics. A aceleração dos cortes é impulsionada por grandes corporações que reestruturam suas equipes para focar em inteligência artificial, gerando um cenário de contradição econômica.
A adoção de inteligência artificial está redefinindo as necessidades de mão de obra nas maiores empresas de tecnologia. A Oracle, por exemplo, reduziu 21 mil postos de trabalho, o que corresponde a cerca de 13% de seu quadro funcional. A Microsoft também anunciou a eliminação de aproximadamente 4,8 mil posições, ou 2,1% de sua força de trabalho global, em comunicado de julho.
Outras companhias também registraram cortes significativos. A Cisco reduziu 4 mil empregos, movimento que a empresa explicou como parte da realocação de recursos para áreas como IA e silício. A Intuit cortou 3 mil vagas, visando a complexidade organizacional enquanto direcionava investimentos para iniciativas de IA.
Esses cortes refletem uma mudança de foco do setor: o investimento em processadores e infraestrutura de IA está substituindo a necessidade de pessoal. A análise aponta que a IA está reduzindo o número de trabalhadores necessários, seja por automação direta ou por realocação de capital para máquinas.


